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Resumo executivo
O Sistema Latino-Americano e do Caribe de
Informação em Ciências da Saúde (Sistema Regional) e a BIREME,
ao longo de 30 anos, desenvolveram com êxito a capacidade dos
países da Região de criar e operar sistemas nacionais de informação
científico-técnica, em sintonia com o surgimento de novos paradigmas
organizacionais e de tratamento da informação. Nos últimos anos,
a demanda de cooperação técnica de produtos e serviços baseados
na Internet vem exigindo uma nova mudança na BIREME e no Sistema
Regional.
O esgotamento do modelo atual coincidiu com
o estabelecimento por parte do Diretor da OPAS da Comissão Externa
de Avaliação da BIREME, em julho e agosto de 1997, a qual expressou
em seu relatório que a BIREME "distanciou-se de sua missão
como Centro Coordenador do Sistema Regional". Entretanto,
reconheceu o papel fundamental que a BIREME tem desempenhado e
recomendou o fortalecimento de sua liderança na promoção da cooperação
técnica.
A proposta de criação e desenvolvimento da
Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), sob a liderança da BIREME,
significa a adoção de um novo paradigma organizacional e de tratamento
da informação que responde coerentemente às recomendações da Comissão
Externa de Avaliação e à nova demanda de cooperação técnica.
A BVS representa uma expansão do modelo atual
de cooperação técnica ao promover a produção e operação descentralizadas
de fontes de informação multimidiais, conectadas em rede, com
acesso direto e universal, sem limitações geográficas e de horário.
A BIREME definiu um plano de ação para a
posta em marcha da BVS baseado em 5 linhas: promoção e marketing;
realinhamento de produtos e serviços tradicionais; produção de
publicações eletrônicas; desenvolvimento de ferramentas de integração
e localização de informação; e desenvolvimento de outros componentes
da BVS. O plano de ação será implementado em um período de 3 anos,
entre abril de 1998 e março de 2001.
BIREME e o Sistema Regional: 30 anos de evolução
A Região da América Latina e do Caribe (AL
& C) se destaca pelo alto grau de desenvolvimento alcançado
na área de informação científico-técnica em saúde.
Este desenvolvimento pode ser medido, ao
longo dos últimos 30 anos, pelo contínuo e crescente aumento do
fluxo de informação a nível nacional e regional, e o conseqüente
aperfeiçoamento da capacidade dos países de criar e operar sistemas
de bibliotecas e centros de documentação com produtos e serviços
de informação progressivamente avançados.
A produção descentralizada e cooperativa
do sistema de bases de dados LILACS, que referencia a literatura
científica em saúde gerada nos países da AL&C, constitui a
demonstração mais cabal do notável avanço alcançado pela Região,
no tratamento da informação. O disco compacto LILACS/CD-ROM, que
integra e publica o resultado deste esforço cooperativo, vem sendo
atualizado e editado ininterruptamente três vezes ao ano, desde
seu lançamento, há 9 anos, o que é um fato notável.
Outro aspecto a ser destacado, são os inumeráveis
produtos eletrônicos de informação em saúde, nacionais e internacionais,
que os países da Região vêm desenvolvendo, adquirindo, operando
e disseminando nos últimos anos, ampliando, de modo significativo,
a disponibilidade de informação para a comunidade dos profissionais
de saúde. A grande maioria das bibliotecas e centros de documentação
já estão plenamente conectados à Internet ou estarão nos próximos
dois anos.
Este desenvolvimento contínuo é, sem dúvida,
o resultado da política acordada entre a OPAS e os países da Região
que conjunta e cooperativamente, hão mobilizado e aplicado eficientemente
significativos investimentos na formação de recursos humanos e
na atualização das coleções de fontes de informação e infra-estrutura
de tecnologias de informação, em ambientes caracterizados por
restrições e crises econômicas.
O papel fundamental da OPAS neste desenvolvimento
foi realizado, principalmente, através da ação contínua da BIREME,
que se constituiu em um braço operativo da OPAS na cooperação
técnica em matéria de informação científico-técnica.
A ação da BIREME na Região pode ser dividida,
a grosso modo, em três períodos de evolução, cada um com uma duração
de aproximadamente 10 anos. Cada período caracterizou-se por uma
orientação principal na promoção da cooperação técnica, em sintonia
com o paradigma organizacional e de tratamento da informação vigente.
Assim, no primeiro período, entre 1967 e
1976, a ação da BIREME centrou-se na operação dos serviços da
biblioteca regional de medicina com vistas a responder de modo
prioritário às necessidades de acesso à literatura científica
das bibliotecas médicas da Região.
No segundo período, entre 1977 e 1986, a
ação da BIREME orientou-se para a criação e desenvolvimento da
rede de bibliotecas na Região, em busca da racionalização e uso
compartilhado de suas coleções. Ao mesmo tempo, foi iniciado,
através de processamento centralizado, o controle bibliográfico
das revistas latino-americanas reunidas na publicação Index Medicus
Latino-Americano. A ampliação e o enriquecimento do papel da BIREME,
para mais além que o de uma biblioteca, refletiu na mudança, em
1982, de seu nome original, Biblioteca Regional de Medicina, para
Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências
da Saúde.
No terceiro período, nos últimos 10 anos,
a ação da BIREME orientou-se para a criação e desenvolvimento
do Sistema Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências
da Saúde, com a participação ativa das bibliotecas e centros de
documentação. Na segunda metade dos anos 80, a BIREME promoveu
um extraordinário avanço com a criação da metodologia LILACS para
o tratamento descentralizado da literatura científica, a criação
do vocabulário DeCS - Descritores em Ciências da Saúde, em três
idiomas, a introdução massiva de tecnologias de informação, destacando-se
o projeto LILACS/CD-ROM e a operação de LILACS e MEDLINE em computadores
próprios da BIREME. Para ampliar a cobertura e eficiência de operação
do Sistema Regional, a BIREME estimulou criação e desenvolvimento
de sistemas especializados em diferentes áreas de Ciências da
Saúde. Estes avanços foram consolidados na década de 90, destacando-se
a conexão da BIREME em Internet e a realização dos Congressos
regionais que, com a participação massiva de profissionais de
informação em saúde da Região e dos países desenvolvidos, contribuíram
para um extraordinário intercâmbio de informação e experiências.
Entretanto, nos últimos 3 anos, com o predomínio
crescente da Internet e de seu serviço WWW, como meio de organização
e disseminação de informação, o modelo de operação da BIREME e
do Sistema Regional mostrou-se progressivamente incapaz de sustentar
na Região o mesmo nível de desenvolvimento de produtos e serviços
de informação alcançado no final da década de 80 e inícios da
década de 90.
É certo que as metodologias, produtos e serviços
de informação, relacionados principalmente à literatura científico-técnica
publicada em papel, criados pela BIREME, no final da década passada,
ainda permanecem válidos. Entretanto, a demanda atual dos países
requer um novo tipo de cooperação técnica que gira em torno da
criação e operação de fontes de informação descentralizadas, através
da Internet, mais amplas em seu alcance e multimediais em seu
suporte, com mais valor agregado para atender necessidades de
grupos específicos de usuários e com menos intermediação através
de interfaces que viabilizem a interação direta dos usuários com
as fontes de informação.
O esgotamento do modelo operativo da BIREME
e do Sistema Regional coincidiu com o estabelecimento por parte
do Diretor da OPAS da Comissão de Avaliação Externa da BIREME
e do Sistema Regional, cujo trabalho foi realizado entre julho
e agosto de 1997. Em seu relatório, a Comissão revela que o papel
fundamental desempenhado pela BIREME, principalmente no desenvolvimento
do Sistema Regional e recomenda sua "consolidação e aperfeiçoamento"
como centro coordenador do Sistema Regional e o fortalecimento
de sua liderança na promoção da cooperação técnica em informação
científico técnica.
Com o objetivo de analisar e dar seguimento às recomendações do
relatório da Comissão Externa de Avaliação da BIREME, um grupo
de trabalho, convocado por HDP/OPAS, elaborou, no início de outubro
de 1997, um documento que propõe as "bases para um plano
de trabalho de cooperação técnica da OPAS em informação em saúde,
tendo como base a construção e o desenvolvimento da Biblioteca
Virtual em Saúde, que foi originalmente proposta à Comissão de
Avaliação Externa durante sua visita à BIREME.
A BIREME se propõe a adotar a proposta da
Biblioteca Virtual em Saúde como plataforma para a promoção da
cooperação técnica em informação para os próximos anos, em sintonia
com o novo paradigma organizacional e de tratamento de informação
estabelecido pela Internet. Assim, a BIREME continuará a desempenhar
sua liderança na Região.
A criação e desenvolvimento da Biblioteca
Virtual em Saúde se projeta como o quarto período na evolução
da BIREME e do Sistema Regional.
A Biblioteca Virtual em Saúde para América Latina e Caribe
A construção e desenvolvimento da Biblioteca
Virtual em Saúde (BVS) é a estratégia que a BIREME se propõe adotar
para a promoção da cooperação técnica em informação em direção
à e entre os países da América Latina e do Caribe, com o objetivo
de responder organizada e eficientemente às necessidades emergentes
dos países de produzir e operar fontes de informação em saúde
integradas na Internet.
A Biblioteca Virtual em Saúde é visualizada
como a base distribuída do conhecimento científico e técnico em
saúde registrado, organizado e armazenado em formato eletrônico
nos países da Região, acessíveis de forma universal na Internet
de modo compatível com as bases internacionais.
A
BVS é simulada em um espaço virtual da Internet formado pela coleção
ou rede de fontes de informação em saúde da Região. Usuários de
diferentes níveis e localização poderão interatuar e navegar no
espaço de uma ou várias fontes de informação, independentemente
de sua localização física. As fontes de informação são geradas,
atualizadas, armazenadas e operadas na Internet por produtores,
integradores e intermediários, de modo descentralizado e obedecendo
metodologias comuns para sua integração na BVS.
As
fontes de informação da BVS incluem produtos e/ou serviços de
informação em saúde, que são classificados em 6 tipos básicos:
a. fontes de informação clássicas, realinhadas
para operar em rede na Internet:
as bases do sistema LILACS e outras
bases de dados de referências bibliográficas, disponibilizadas
integralmente na Internet, com projeções específicas para atender
as diferentes especialidades em Ciências da Saúde, e enriquecidas
com conexões para fontes de informação complementares, particularmente
com bases de dados de textos completos e serviços de fornecimento
"online" de cópias de documentos em papel;
bases de dados de diretórios de entidades
da área de saúde da Região, como pessoas, instituições e projetos,
disponibilizadas na Internet, com conexões para os recursos de
Internet referenciados, quando existam, e dotadas progressivamente
com interfaces para atualização descentralizada pelos responsáveis
das entidades referenciadas;
outras bases de dados, como as que descrevem substâncias químicas,
farmacológicas, seqüências genéticas, etc.;
bases de dados numéricas em saúde, geradas pelos sistemas de gestão
da saúde, sistemas de estatísticas vitais, epidemiológicos, pesquisas
e censos demográficos, etc.
b.
publicações eletrônicas, incluindo os tipos clássicos de literatura
científico-técnica (revistas, monografias, documentos governamentais,
anais de congressos, teses e documentos não convencionais) enriquecidas
com hipermeios e organizadas em bases de dados "online"
de hipertextos. Este componente é o mais importante no que se
refere à expansão da biblioteca clássica de literatura científico-técnica;
c.
instrumentos de multimídia e metodológicos de apoio à educação
e à tomada de decisão. Em particular, a BVS promoverá o desenvolvimento
e a operação de instrumentos de apoio à educação continuada e
a aprendizagem a distância;
d.
serviços de "Push"/Disseminação Seletiva de Informação
em Saúde, orientados a responder as necessidades de informação
de comunidades específicas de usuários; inumeráveis serviços poderão
ser criados e operados regional e descentralizadamente utilizando
as bases de dados da BVS;
e.
notícias e listas de discussões sobre a área de informação em
saúde nacional e internacional, particularmente sobre o desenvolvimento
da BVS na Região;
f.
componentes integradores da BVS:
DeCS - Descritores em Ciências da Saúde, terminologia em ciências
da saúde que será utilizada para indexar de modo compatível as
fontes de informação da BVS. O DeCS contém mais de 23 mil termos
organizados e hierarquizados em categorias, em três idiomas. Além
das categorias definidas no Medical Subject Headings" (MeSH)
da "U.S. National Library of Medicine" (NLM), o DeCS
inclui categorias específicas para a área de saúde pública necessárias
para a descrição da literatura científico-técnica da OPAS e dos
países da Região. Em contínuo desenvolvimento para responder à
dinâmica das ciências da saúde, o DeCS é parte integrante do "Unified
Medical Language System" (UMLS) da NLM, que além da organização
hierárquica dos conceitos e termos, inclui redes semânticas com
a finalidade de contribuir para o desenvolvimento de sistemas
especialistas especialmente no que se refere ao acesso a fontes
de informação. Ao promover o uso do DeCS como a linguagem comum
de descrição de fontes de informação da BVS, e ao assegurar sua
compatibilidade com o MeSH, será possível no futuro a utilização
das interfaces e sistemas especialistas dirigidos ao usuário que
estão em desenvolvimento em centros de pesquisa, em várias partes
do mundo;
LIS - Localizador de Informação em Saúde, que inclui, por um lado,
a metodologia de registro de referência comum de fontes de informação
na BVS, e, por outro lado, ferramentas de busca e/ou localização
de fontes de informação em saúde através da BVS, independentemente
de sua localização, organização, suporte e interface de operação.
Para que o LIS funcione, todas as fontes de informação devem ter
um registro referencial de si mesma. O LIS, ao operar sobre esta
base de referências, converte-se na ferramenta de integração e
navegação entre as fontes de informação. Como analogia, o LIS
desempenha na BVS função similar ao serviço de referência da Biblioteca
tradicional. O registro de referência e as ferramentas de busca
do LIS serão compatíveis com as metodologias de localização de
fontes de informação dos governos dos países desenvolvidos e permitirá
a integração da BVS à infra-estrutura global de informação. Assim,
o LIS permitirá a navegação entre a BVS e as fontes de informação
internacionais;
normas e metodologias comuns orientadas ao desenvolvimento de
fontes de informação; estão incluídos aqui os guias, manuais,
"software", etc. que são de uso comum para a criação,
manutenção e operação de produtos e serviços de informação na
BVS.
Estes
6 tipos de componentes da BVS constituem os modelos básicos de
produtos e serviços de informação a serem implementados tanto
pelos centros regionais como pelos centros nacionais. Seus alcances
poderão cobrir dados e necessidades locais, nacionais e regionais.
As
fontes de informação básicas poderão ainda ser enriquecidas, projetadas,
reformuladas e/ou traduzidas em novos produtos e serviços de informação,
com agregação de valor, com vistas a atender mais eficientemente
as necessidades de informação de usuários de comunidades específicas,
como por exemplo, pesquisa científica e educação, autoridades
e administradores de saúde em diferentes níveis, atenção médica
direta em suas diferentes especialidades, meios de comunicação,
o público em geral, etc.
A
BVS não representa uma ruptura, oposição ou negação das conquistas,
metodologias, produtos e serviços de informação operados atualmente
pela BIREME, o Sistema Regional e outras entidades nacionais e
regionais. Tampouco representa o fim da BIREME e do Sistema Regional.
Ao contrário, a BVS representa a expansão de toda a infra-estrutura
de informação já acumulada na Região. Esta expansão não é linear.
Ela significa a adoção progressiva de um novo paradigma de tratamento
de informação, que em vários aspectos soluciona problemas sem
solução ou com soluções muito caras no modelo atual de operação
da BIREME e do Sistema Regional. Entre os aspectos principais
que caraterizam esta expansão ou mudança de paradigma, destacamos
os seguintes:
disponibilidade de acesso às fontes de informação sem limitação
de horário;
disponibilidade de acesso independentemente da localização geográfica
do usuário e das fontes de informação;
integração das fontes de armazenamento, preservação e publicação;
por exemplo, a coleção dos números de uma revista eletrônica na
BVS pode representar simultaneamente a execução das funções tradicionais
de publicação, catalogação, armazenamento e preservação;
oferta de "cópias" de documentos para todos, todo o
tempo, superando a limitação da relação de um documento para um
leitor, em um determinado momento;
convivência de fontes de informação em suportes tradicionais e
em formato de hipertexto, incluindo componentes multimediais;
a BVS permitirá o estabelecimento em níveis nacionais e regionais
de políticas e mecanismos de organização e manutenção dos produtos
em formato eletrônico, assegurando sua preservação para o futuro;
criação de uma plataforma coerente e de alto grau de eficiência
para a realização da cooperação técnica mediante o uso de metodologias
e tecnologias comuns que facilitam e barateiam a formação de recursos
humanos e a implementação em grande escala de produtos e serviços
de informação;
promoção da necessária e reclamada integração de diferentes disciplinas,
especialidades, sistemas e iniciativas da área de informação e
saúde no processo de desenho, criação e operação de produtos e
serviços de informação;
espaço impulsor e realizador da integração, organização e disseminação
dos recursos de informação gerados pelos sistemas de pesquisa
e educação, dos sistemas de gestão dos programas de saúde, dos
sistemas de estatísticas vitais e outros sistemas estatísticos;
existência de mecanismos de controle de qualidade para seleção
de fontes de informação para a Biblioteca;
alto grau de atualização das fontes de informação ao minimizar
os mecanismos que intermediam sua geração e sua publicação;
provisão de mecanismos integrados nas fontes de informação para
evolução de seu uso e impacto;
plataforma de criação, desenvolvimento, adaptação, aquisição e
disseminação de tecnologias de informação adequadas às diferentes
condições e necessidades dos países da Região, maximizando seu
uso na promoção do desenvolvimento e na diminuição das desigualdades
em matéria de informação, internas aos países, entre os países
da Região e fora dela;
novo espaço e modelo sustentador da curva de aprendizagem no uso
de tecnologias de informação em substituição ao modelo atual da
BIREME e do Sistema Regional;
espaço facilitador e promovedor da transição entre o velho e o
novo paradigma de tratamento da informação na Região;
espaço mediador da convivência entre o velho e o novo paradigma
de tratamento da informação na Região;
instituições e/ou usuários sem acesso ou com acesso limitado à
Internet podem também beneficiar-se da BVS, através de produtos
e serviços oferecidos em papel, disquetes, CD-ROM, CD-R e DVD-ROM.
O
início da BVS e seu desenvolvimento até adquirir momento próprio
demandará a mobilização política e sensibilização das autoridades
e instituições de saúde dos países da Região, de modo que as iniciativas
e recursos em matéria de informação sejam orientados prioritariamente
para a BVS.
O
concurso da autoridade e a liderança da OPAS é indispensável para
converter esta mobilização em realidade. A BIREME, como um braço
operativo da política de informação da OPAS, atuará como centro
líder em nível regional para promover e por em marcha a BVS, através
da criação de alianças estratégicas e consórcios.
Assim,
a cooperação técnica prestada pela OPAS em matéria de informação
científico-técnica e, em particular, através das ações da BIREME,
deverá ser reorientada rumo à construção da BVS. Em particular,
caberá a BIREME promover a discussão e a promoção da BVS entre
os centros do Sistema Regional, de modo que os sistemas nacionais
comecem o antes possível sua transição rumo à criação e operação
da BVS com produtos e serviços de informação locais.
A
BIREME definiu as seguintes linhas de ação para a construção da
BVS em estreita cooperação com os países e os programas de OPAS:
a.
Promoção massiva da BVS nos países, na OPAS e na Região como um
todo, com vistas ao estabelecimento de alianças, reorientação
de recursos e a mobilização de novos recursos, incluindo:
o Sistema Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências
da Saúde;
o as diferentes instâncias da OPAS envolvidas na cooperação técnica
na informação incluindo os Programas, os Centros Pan-americanos
e Representações;
as autoridades nacionais na área de saúde;
as instituições nacionais relacionadas com ciência e tecnologia;
instituições regionais de cooperação técnica relacionadas
com ciência e tecnologia;
agências de financiamento nacionais e internacionais.
b. Realinhamento dos produtos e serviços de informação que existem
atualmente na Região para que operem a BVS, incluindo:
implementação do acesso a bases de dados via Internet/WWW
utilizando interface comum de operação;
implementação da gestão de pedidos de fotocópias via Internet;
formação de recursos humanos para a manutenção dos produtos
e serviços realinhados.
c. Desenvolvimento de publicações eletrônicas na Região utilizando
uma metodologia comum de preparação, armazenamento, disseminação
e evolução, incluindo prioritariamente:
formação de recursos humanos na metodologia de publicações
eletrônicas;
criação da base de dados de revistas eletrônicas em Ciências
da Saúde;
criação de bases de dados de publicações governamentais
em saúde em formato eletrônico.
d.
Desenvolvimento do Localizador de Informação em Saúde, incluindo:
definição do registro comum de referência de fontes de
informação;
desenvolvimento das ferramentas de busca;
implementação do LIS.
e.
Estabelecimento de alianças e consórcios para a definição e implementação
de projetos para o desenvolvimento de outros componentes da Biblioteca
Virtual em Saúde, incluindo:
instrumentos de apoio à educação e à tomada de decisão;
serviços de "push"/disseminação seletiva de informação;
centrais e agências de noticias em informação em saúde.
Cada
uma dessas linhas de ação envolvem diferentes graus de desenvolvimento
e adaptação de metodologias e tecnologias de informação adequadas
à Região, mobilização de instituições e profissionais, capacitação
de recursos humanos e melhoramento das infra-estruturas nacionais
de informação em saúde.
Plano de Ação para a Construção da Biblioteca Virtual em Saúde
Este
plano de ação foi formulado tendo como base as linhas de ação
definidas pela BIREME para a construção da Biblioteca Virtual
em Saúde.
O
plano está centralizado nas ações consideradas essenciais para
a construção da BVS. Não se trata de um plano exclusivo uma vez
que a BVS tem, por princípio, o funcionamento descentralizado
e autônomo. Neste sentido, o plano tem como objetivo principal
iniciar a construção da BVS e sustentar seu desenvolvimento inicial
até que adquira momento próprio.
Este
plano será discutido em várias instâncias da OPAS e na Reunião
do Sistema Regional na Costa Rica, tendo em vista seu aperfeiçoamento.
O
plano está organizado em 5 linhas de ação:
Promoção e marketing da Biblioteca Virtual em Saúde
Realinhamento dos produtos e serviços tradicionais
Publicações eletrônicas
Desenvolvimento do LIS - Localizador de Informação em Saúde
Desenvolvimento dos outros componentes da Biblioteca Virtual
em Saúde
Cada
linha de ação é formada por um conjunto de macro-ações relacionadas.
Para
sua implementação, a BIREME agrupará as ações do plano em diferentes
projetos que contemplarão cada um, cronograma detalhado de atividades,
metodologia de implementação e recursos financeiros.
O plano tem sua implementação prevista durante um período de 3
anos, com início em abril de 1998, depois da Reunião do Sistema
Regional na Costa Rica. Ao final do período, 30 de Março de 2001,
a Biblioteca Virtual em Saúde deverá estar em pleno funcionamento.
Nas
páginas seguintes são apresentadas as linhas de ação do plano,
incluindo uma descrição das ações principais e as instituições
envolvidas.
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